Como a Copa do Mundo influencia as compras dos brasileiros?

Como a Copa do Mundo influencia as compras dos brasileiros?

Bárbara Sacchitiello
29 de agosto de 2022 - 12h28

Além de mobilizar os brasileiros para torcer por mais uma conquista da seleção, a Copa do Mundo costuma ter, também, muitos efeitos para a economia e negócios. Neste ano, em que a competição de seleções acontecerá mais perto do fim do ano, a expectativa de movimentação de negócios tende a ser ainda maior, já que o evento coincidirá com a Black Friday, período que já se tornou uma das datas comerciais mais importantes do País.

Para entender como a Copa do Mundo tende a influenciar as intenções de compra dos brasileiros neste ano, o Google fez uma pesquisa que procurou mapear as expectativas em relação ao evento e de que maneira as intenções de compra se distribuem no período pré, durante e pós Copa.

Uma das percepções extraídas da pesquisa é que os brasileiros parecem estar otimistas em relação aos eventos do fim do ano. Entre as pessoas avaliadas pela pesquisa do Google, 86% disseram que pretendem acompanhar a Copa do Mundo. E o interesse em relação à competição é maior do que era há quatro anos: no geral, o interesse pelo Mundial do Catar é 47% maior do que era, em 2018, o interesse pela Copa da Rússia.

“Existe uma certa demanda reprimida pela Copa, pelo fato de ser no segundo semestre, ou seja, mais tarde do que estamos acostumados, e também por acontecer no momento pós-pandemia. A Copa acaba trazendo uma ideia de a vida retomando o ritmo normal”, analisa Gleidys Salvanha, diretora de negócios de varejo do Google Brasil.

Momentos de consumo

Para entender melhor as intenções de compras dos brasileiros nesse período – e também as categorias que devem ter melhor performance na época da competição entre as seleções – o Google estabeleceu cinco momentos diferentes de consumo que, na visão da companhia, representam comportamentos aos quais a indústria deve se atentar.

Preparando a Casa

O primeiro deles, chamado de “Preparando a Casa”, diz respeito sobretudo à comercialização de produtos eletrônicos, que tende a acontecer bem antes da Copa. Gleidys explica que é natural que as pessoas usem o Mundial como um momento para trocar a televisão ou outro equipamento eletrônico. Esse tipo de compra, geralmente é precedido por pesquisas de preços, que têm início ainda no primeiro semestre e seguem em alta até outubro.

O Google identificou que, nessa categoria, além dos aparelhos de TV, também estão aparelhos de som, eletrodomésticos e eletroportáteis, celulares, computadores e móveis.

Entrando no clima e se preparando para a festa

Outra etapa mapeada pelo Google, e classificada como “Entrando no Clima”, diz respeito aquelas aquelas compras que tendem a se concentrar de julho até o início da Copa, em novembro. Nessa categoria, entram, por exemplo, planos de internet, camisas da seleção e artigos esportivos.

Outro momento de consumo foi classificado pelo Google como “Se preparando para a festa”, que compreende o mês de início da Copa (novembro) e, geralmente, envolve itens que serão usados para acompanhar os jogos, como objetivos de decoração, bandeiras do Brasil e roupas ou acessórios.

Celebrando

Assim que a Copa começa, dois segmentos tendem a crescer: alimentos e bebidas. A diretora de varejo do Google explica que, como geralmente os brasileiros têm o costume de se reunir para ver os jogos com familiares e amigos, é comum abastecer a geladeira com bebidas, comidas e petiscos que serão consumidos durante os jogos.

E os anunciantes?

Gleidys Salvanha destaca, para os anunciantes, essas informações são importantes para ajudar no planejamento das ações publicitárias. “É importante entender quais categorias tendem a despertar mais ou menos interesse para que as marcas possam se preparar. Acreditamos que, neste ano, por conta a Black Friday, a tendência é que os anunciantes antecipem seus investimentos comerciais que, nos anos anteriores, eram geralmente concentrados no fim de semana da Black Friday”, explica a executiva.

No geral, a diretora do Google é otimista em relação aos negócios que devem ser gerados no fim do ano, sobretudo pelo fato de os dois anos de pandemia terem acelerado o comportamento digital e a compra online. O que ela acredita, no entanto, é que prevalecerá o hábito de os consumidores pesquisarem bastante produtos e preços antes de, de fato, dar o clique final na compra. “Como todas as lojas estão abertas e há esse maior comportamento digital, há um volume maior de oferta, o que traz um desafio. Os consumidores estão visitando mais sites e lojas, buscando preços e procurando muitas informações no Google antes de fazer compras. Nossa pesquisa apontou que 44% das pessoas mudaram de marca nesse período. Então, os anunciantes precisam estar preparados para esse consumidor mais atento e mais digitalizado”, destaca Gleidys.

 

Fonte: Meio & Mensagem
Divulgação: Unsplush

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